O direito à cidade envolve questões como acesso equitativo a serviços básicos como moradia, transporte, saúde, educação, cultura e busca garantir que todas as pessoas participem da construção e transformação da vida urbana, promovendo uma cidade mais justa, inclusiva e democrática. Mas sabemos que, na prática, muitos direitos básicos não são assegurados. Se pensarmos na mobilidade urbana nas grandes metrópoles brasileiras, por exemplo, a desigualdade de condições é bem grande. Como nossos corpos vivenciam os trajetos e transportes que são pensados e instaurados na cidade? Como conectar periferia e centro para além de avenidas e marginais?

Como iniciativas culturais podem agir nesses processos? A cultura contribui para a formação de espaços inclusivos ao chamar atenção para a diversidade de corpos que dinamizam os espaços e ao reivindicar acessibilidade, o que inclui soluções em mobilidade urbana, equipamentos e informação no enfrentamento da discriminação. Por meio das expressões de arte e cultura as pessoas se apropriam criativamente das cidades e reivindicam direitos e voz no processo de tomada de decisões na vida pública.

  • “Como nossos corpos se inserem em cada lugar? Pensando enquanto corpografias, cada corpo-território se insere e mobiliza os espaços em que vive e circula. Há histórias desses espaços que só se revelam pelas pessoas que vivem nesses espaços”
    Fabi Silva, articuladora cultural, educadora e dançarina
  • “A gente tenta trabalhar na perspectiva de garantia de direitos que foram negados aos nossos pais, aos nossos avós, que ocuparam essas terras e transformaram em morada.”
    Cleiton Ferreira de Souza (Fofão), Comunidade Cultural Quilombaque