O território onde vivemos nos afeta de várias maneiras, podendo moldar nossa percepção de identidade e pertencimento, influenciar o modo como nos relacionamos com as pessoas e com o ambiente ao redor. Desenvolvemos uma conexão emocional com o lugar onde vivemos, feita por uma somatória de aspectos, positivos ou não. A partir daí, emergem experiências de resistência e reivindicação de direitos. As expressões culturais são referências capazes de ampliar repertórios, decolonizar o imaginário e inspirar novas possibilidades de resistir.

No encontro com alguns coletivos e agentes culturais que atuam em seus territórios, entramos em contato com histórias que demonstram, no cotidiano, a passagem do afeto à mobilização rumo a alguma transformação almejada.

  • “Trazer a arte e a cultura foi um processo de ressignificação do entorno. A arte e a cultura são, para nós, um modo de reivindicação, de garantia de direitos.”
    Cleiton Ferreira de Souza (Fofão), Comunidade Cultural Quilombaque
  • “A afetividade que a gente tem pelos nossos territórios é um sentimento fundamental para gerar o impulso de transformação dos nossos lugares.”
    Maurício Panella, antropólogo
  • “A gente gosta de fazer poesia e reggae e a gente quer ser aceito aqui no centro de São Paulo fazendo isso.”
    Wanessa Sabbath, atriz e fundadora da Casa Amarela Quilombo Afroguarany